Abadia Saint-Michel de Kergonan
Na Bretanha, no coração do Morbihan, entre a entrada da península de Quiberon e os alinhamentos de Carnac, encontra-se a abadia Saint-Michel de Kergonan.
Lá, as monjas beneditinas da congregação de Solesmes cantam os louvores divinos e rezam pelo mundo. Elas convidam você a mergulhar no oceano da oração da Igreja.
Les retraites organisées par la communauté
A história movimentada da abadia Saint-Michel de Kergonan
O mosteiro foi fundado no final do século XIX, pela abadia Sainte-Cécile de Solesmes.
Em 17 de agosto de 1898 chegavam, na estação de Plouharnel, pequena vila na entrada da península de Quiberon, 23 irmãs designadas para estabelecer em terra bretã uma nova abadia beneditina. A comunidade é colocada sob o patrocínio do arcanjo São Miguel, cujo nome significa "Quem é como Deus?": todo um programa de vida para a jovem comunidade!
Vivendo sob a Regra de São Bento, dedicadas à contemplação e ao louvor, as monjas deveriam "fazer o oceano cantar", segundo a bela expressão de Madre Cécile Bruyère, abadessa de Sainte-Cécile. Ao chegarem, as irmãs encontram um mosteiro inacabado: apenas uma ala em belo granito bretão, mas ainda não havia igreja.
Em julho de 1901, a lei Combes obriga a comunidade a deixar a França: ela encontra então refúgio na ilha de Wight (na Grã-Bretanha). Em 1905, o priorado é elevado à categoria de abadia, mas somente em 1919 as monjas podem retornar à França e reencontrar, em Kergonan, seu mosteiro em construção. Tudo estava por fazer... e elas não tinham mais dinheiro.
A Segunda Guerra Mundial obriga a comunidade a um novo recomeço: o mosteiro é requisitado pelas tropas alemãs e as monjas se instalam, perto de Vannes, em Coët-Candec. Algumas irmãs permanecem na fazenda de Kergonan para cultivar as terras, cuidar dos animais e garantir o abastecimento da comunidade. Somente em 18 de outubro de 1945 toda a família monástica está novamente reunida em Kergonan para retomar a vida beneditina ordinária.
Em 1970, após 3 anos de obras, a igreja abacial é finalmente concluída. Um conjunto de edifícios foi construído ao redor do claustro, permitindo, entre outras coisas, instalar ateliês. Em 1998, o centenário da abadia é ocasião de uma grande festa: muitos se juntam às irmãs nessa ocasião, famílias, amigos, religiosos e padres, vizinhos...
Em 19 de abril de 2007, um incêndio, de origem acidental, devasta a igreja e danifica parte do edifício principal. Serão necessários 5 anos para que o uso da igreja seja recuperado. Fruto de uma reflexão comunitária, a nova igreja retoma a tradição monástica de um coro de monjas colocado entre a nave dos fiéis e o santuário. Monjas e fiéis formam assim uma única assembleia de oração e se voltam juntos para a luz do mundo: Jesus Cristo.

As monjas da abadia, uma família onde cada uma tem seu lugar
Hoje, a comunidade é composta por 20 monjas. Sua principal atividade é a oração litúrgica, em latim e em gregoriano. Elas se dedicam também à lectio divina (leitura orante da Palavra de Deus) e ao estudo da doutrina, assim como à oração mental.
A Missa celebrada cada dia constitui a fonte e o cume de sua vida consagrada.
O trabalho manual é para as irmãs uma escola de conversão do coração e de contemplação. Na loja da Abadia, elas vendem produtos monásticos, em particular produtos de jardim orgânico de sua composição, assim como livros.
Sob a condução de sua abadessa, as monjas formam uma família, onde cada uma tem seu lugar. Todos os dias, elas se reúnem para um momento de descontração fraterna todas juntas!

As especificidades da congregação de Solesmes
As monjas da Congregação de Solesmes levam uma vida inteiramente dedicada à contemplação e ao louvor divino (ou seja, a missão principal das Irmãs é a oração).
O ofício divino (isto é, as orações que marcam o ritmo do dia) tem sempre o primeiro lugar no coração das Irmãs como em seu horário. Elas não têm atividades apostólicas externas e escolhem viver uma clausura estrita, símbolo de sua união íntima com Cristo.
A abadia Saint-Michel de Kergonan é membro da Congregação de Solesmes, vasta família que reúne 31 mosteiros na Europa, na África e na América, num espírito de ajuda mútua. Os monges da Abadia Sainte-Anne, localizada a alguns minutos a pé, asseguram o serviço litúrgico das monjas.
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O que espera você durante sua estadia
Jovens mulheres e guias escoteiras são bem-vindas!
A pequena hospedaria das monjas pode acolher algumas retirantes, com prioridade para as jovens que desejam participar da vida litúrgica da comunidade. As retirantes comem e dormem na hospedaria, que possui um jardim e uma pequena biblioteca. Se desejarem, podem encontrar pessoalmente uma irmã no locutório.
Uma monja também está disponível para acompanhar no discernimento, com toda discrição, aquelas que gostariam de estudar sua vocação para a vida monástica, ou simplesmente se fazem perguntas a esse respeito.
As guias podem acampar em um terreno adjacente à Abadia e aproveitar a proximidade da Abadia para acompanhar alguns ofícios, encontrar uma monja, participar do trabalho manual da comunidade.

Fazer um retiro espiritual na abadia Saint-Michel de Kergonan
As monjas organizam 2 ou 3 vezes por ano retiros VACATE DEO em torno de um tema particular. Esses retiros propõem uma formação para a liturgia e para a lectio divina e incluem ensinamentos, trocas, uma participação no trabalho manual da comunidade.
Eles são destinados a fazer conhecer melhor sua forma de vida e se dirigem às jovens mulheres de 18 a 35 anos que desejam seguir Cristo o mais perto possível e responder ao seu chamado.
Os antigos descreveram a vida monástica como um vacare Deo (a mesma palavra latina, difícil de traduzir, deu origem em francês a "férias"): parar todo o resto para se dedicar a Deus, encontrar nele seu repouso e sua alegria. Uma experiência para viver!

Geografia e atividades
Entre terra, mar e céu, na Bretanha: a abadia Saint-Michel de Kergonan
A abadia Saint-Michel de Kergonan se situa entre a baía de Quiberon e o Golfo do Morbihan, você está em um cenário excepcional com paisagens grandiosas!
Com seus alinhamentos de menires e seus inúmeros campanários, a Bretanha é uma terra inteiramente erguida em direção ao céu. O refluxo do mar e o ar iodado são ideais para mudar de ritmo e apreciar o silêncio da abadia.
Aqui, o oceano recupera sua força simbólica: ele evoca maravilhosamente a ternura infinita de Deus, sem limites e sem margens, para a qual querem nos levar as ondas poderosas do canto gregoriano.
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